quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pra que serve um amigo? (recebido por email)

Pra tanta coisa... Não é?

Para Instalar o XP no computador e não cobrar nada, mesmo perdendo horas e horas a fio!

Para trazer muamba do Paraguai e quase ser preso!

Para emprestar o carro e recebê-lo de volta com multa e 21 pontos na carteira.

Pra rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um cd, dar carona para festa, passar cola,
caminhar no shopping, segurar a barra.

Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

A amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises e choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um cd. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas para festa. Te leva para o mundo dele e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola... Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.

Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado. Segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim, talvez, ninguém tem...

Se tiver um, agradeça!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Até quando?

Nesse final de semana, recebi a notícia de que um amigo, o qual há tempos não falo, sofreu um atropelamento.
Foi atropelado enquanto saía de uma boate, em um local de bastante movimento.

Dizem que ele estava sobre a faixa de pedestres. Sofreu fratura exposta em uma das pernas, fora outros ferimentos.

E o motorista? Bom, o motorista fugiu. Infelizmente, algo bem comum.
Ninguém viu, ninguém sabe...

Esse meu amigo ganhava uns "trocos" por aí, como jogador de futebol. Bastante conhecido até nos campeonatos amadores...

E agora me pergunto: quem vai cuidar das despesas de internação, cirurgia, recuperação, etc.?

Não duvido que após este lamentável episódio, ele não possa mais exercer um de seus talentos e que este caso fique apenas como mais um na estatística.

Até quando ficaremos vendo, embasbacados, a impunidade tomar cada vez mais espaço entre nós? A sensação que dá é que estamos desprotegidos...

É cada um por si, e o resto que se dane!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Confie em Deus, mas tranque o carro

Mike Tyson segue na mídia: andou sendo entrevistado pela Oprah e fazendo um mea-culpa por uma vida inteira de desvios de comportamento. Isso me fez lembrar de quando ele foi acusado de estupro pela ex-miss Desiree Washington, em 1991. A moça havia entrado no quarto com ele, de madrugada e, ao que consta, desistiu de levar adiante a brincadeira.

Qualquer pessoa tem o direito de desistir do ato sexual na hora H e o parceiro tem o dever de respeitar a decisão, por mais fulo da vida que fique, mas deixar Mike Tyson fulo não é algo que uma pessoa de juízo arrisque. Na época, a escritora Camille Paglia disse que Tyson errou, logicamente, mas que a moça era uma idiota.
E justificou sua opinião dando o seguinte exemplo: se você estaciona seu carro numa rua escura e deixa a chave na ignição, não significa que ele possa ser roubado. Mas, se for, você foi um panaca. Essa história sempre me volta à cabeça quando começo a ouvir algum “ai de mim”, que é o mantra das vítimas. Fico prestando atenção na história e, quase sempre, descubro que o mártir deixou a chave na ignição.

São os casos de garotas que se deixam filmar nuas pelo namorado e depois descobrem que viraram as musas do YouTube, garotos que dirigem alcoolizados a 140 km/h e acordam no outro dia no hospital, ou artistas que vivem dando barraco em público e depois se queixam por serem perseguidos por paparazzi. Eles devem se perguntar, dramáticos: onde está Deus nessa hora, que não me ajuda?
Está ajudando a encontrar sobreviventes de um tsunami ou consolando quem tem um câncer em metástase, porque esses, sim, são vítimas genuínas: mesmo deixando seus carros bem trancados, foram surpreendidos pelo destino.

“Não há prêmio ou punição na vida, apenas consequências.” Não sei quem escreveu isso, mas está coberto de razão. Sorte e azar são responsáveis por uns 10% do nosso céu ou inferno, os 90% restantes são efeitos das nossas atitudes.
Vale para o trabalho, para o amor, para o convívio em família, para o dinheiro, para a saúde da mente e também do corpo. Reconheço que os governos não ajudam, que certas leis atrapalham, que a burocracia atravanca, que o cotidiano é cruel, e até as disfunções climáticas conspiram contra. Ainda assim, avançamos (prêmio) ou retrocedemos (punição) por mérito ou bananice nossos.

Então, tranque o carro numa rua escura e também dentro da sua garagem, não entre no quarto de um neanderthal se você não estiver bem certa do que deseja, não deixe uma vela acesa perto de uma janela aberta, pense duas vezes antes de mandar seu chefe para um lugar que você não gostaria de ir, não tenha em casa Doritos, Coca-Cola e Ouro Branco se estiver planejando perder uns quilos e lembre-se do que sua bisavó dizia: regue as plantas, regue suas relações, regue seu futuro, porque sem cuidar, nada floresce.

E, por via das dúvidas, confie em Deus também, que mal não faz.


*Texto publicado por Martha Medeiros

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Todos contra o racismo

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.

- 'Qual o problema, senhora?', pergunta a comissária..

- 'Não está vendo?' - respondeu a senhora - 'vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira'

- 'Por favor, acalme-se' - disse a aeromoça - 'infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível'

A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.

- 'Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe
econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar mesmo na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe'.

E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:

- 'Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'.

E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:

- 'Portanto senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe...'

E todos os passageiros próximos, que, estupefatos assistiam à cena, começaram a aplaudir.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Acho que tô pagando pela zuação que fiz com a Cris a respeito de ela ter dado um tempo em seu blog.

Ultimamente também não tenho tido muito tempo para pensar em algo interessante de se colocar aqui neste espaço. Mas meus poucos e bons leitores também não perderam grande coisa.

Posso afirmar que esse mês têm sido ótimo para mim. É tão bom quando a gente acorda pra trabalhar sem ter que dizer: "PQP, segunda-feira e já tenho que ir praquela m..". É bem como diz meu amigo Sefrin "encontre a felicidade no seu trabalho ou talvez nunca saberá o que é felicidade".

Quando as coisas acontecem de repente - me refiro às coisas boas -, a gente sente aquele clima especial, parece que tudo transpira a favor.

Muitas vezes eu me perguntei se estava fazendo a coisa certa, saindo de minha cidade, de um bom emprego. Posso dizer que foi um "tiro no escuro", uma aventura. Mas uma aventura muito importante para meu amadurecimento e fundamental para abrir meus olhos com relação a pequenas coisas que aprendi a dar valor.

Já são quase 8 meses nessa luta, 8 meses de aprendizado, em que conheci muita gente interessante, que hoje posso chamar de amigo(a).

Tenho muita saudade das coisas que ficaram para trás, mas não me arrependo de ter dado esse passo a frente. Pelo contrário. Penso que quando a mudança é para melhor, sempre é bem vinda.